Falta de planejamento e controle financeiro pode levar empresas à falência, afirma especialista
Separar finanças pessoais e empresariais evita grandes problemas financeiros

ouça este conteúdo
|
readme
|
No Conexão Clube Tambaú desta segunda-feira (31), o empresário e consultor financeiro Vinnie de Oliveira abordou um problema recorrente entre empreendedores: a mistura de dinheiro pessoal e empresarial, prática que pode resultar em sérios prejuízos financeiros. Durante a conversa, Vinnie destacou a importância de separar as finanças da empresa das pessoais para garantir a saúde financeira do negócio.
O especialista alertou que 48% das empresas no Brasil fecham por questões financeiras, com as principais causas sendo falta de planejamento financeiro e controle inadequado de fluxo de caixa. "Muitos empreendedores acreditam que o dinheiro que entra no caixa da empresa é todo lucro e acabam retirando tudo para uso pessoal", disse Vinnie. Ele enfatizou que, ao fazer isso, o empresário compromete o funcionamento e a continuidade da empresa.
Uma das principais recomendações de Vinnie foi o estabelecimento de um salário fixo para o empreendedor, denominado prolabore, e a criação de um controle financeiro rigoroso. O uso de ferramentas simples, como planilhas ou até cadernos, pode ser a chave para evitar que o fluxo de caixa seja comprometido. "É preciso anotar tudo: o que entra e o que sai", orientou.
Além disso, Vinnie falou sobre a importância de manter uma distinção clara entre os gastos pessoais e os da empresa. Ao misturar os recursos, o empreendedor coloca sua saúde financeira em risco, além de complicar a declaração de impostos, o que pode gerar custos adicionais com a Receita Federal.
Outro ponto importante abordado foi o risco do uso do crédito de forma descontrolada. "Quando você começa a pegar empréstimos para cobrir os custos do negócio, sem ter um planejamento adequado, a empresa começa a entrar numa bola de neve financeira", alertou.
No programa, Vinnie também discutiu o impacto de falhas financeiras no futuro das empresas. "Mais de 2,5 milhões de empresas no Brasil quebraram no ano passado, e o principal motivo não é o governo, mas a falta de visão do empreendedor", afirmou.