Indústria farmacêutica prevê reajuste menor que o teto de 5,06% nos medicamentos
Governo federal aprovou limite de aumento, mas setor estima alta média de 3,48%

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A Câmara de Regulação de Medicamentos aprovou um reajuste máximo de 5,06% para os remédios a partir desta segunda-feira (31), conforme publicação no Diário Oficial da União. No entanto, a indústria farmacêutica projeta que a alta será menor, com um aumento médio de 3,48%, o menor desde 2018.
A estimativa é do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos, que prevê ajustes diferenciados conforme a concorrência dos produtos. Medicamentos do nível 1, que possuem maior concorrência, podem ter aumento próximo ao teto. Já os de nível 2, como alguns do sistema nervoso central, devem subir 3,83%, enquanto os de nível 3, que incluem remédios para diabetes e emagrecedores, terão reajuste de 2,60%.
O cálculo do aumento leva em conta fatores como inflação e custos de produção. A Anvisa reforça que há um teto de preços para os medicamentos, e denúncias sobre valores irregulares podem ser feitas diretamente no site da agência.
A alta nos preços pode não ser imediata, já que as farmácias tendem a reajustar os valores de forma gradual, considerando a concorrência e os estoques disponíveis. Especialistas alertam que algumas redes utilizam o teto como referência para oferecer descontos artificiais, o que exige atenção dos consumidores.