Vamos em frente: Geração Z, férias silenciosas e o futuro do trabalho
Vinnie Oliveira fala sobre realidade das férias silenciosas e impacto no mercado de trabalho

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No Conexão Clube Tambaú desta segunda-feira (24), Vinnie de Oliveira trouxe um tema bastante discutido nos últimos tempos: as férias silenciosas, comportamento cada vez mais comum entre a Geração Z, especialmente entre os jovens que trabalham no home office. De acordo com uma pesquisa recente, 34% dos jovens abaixo de 27 anos optam por tirar férias sem informar oficialmente aos seus empregadores, continuando a trabalhar remotamente, mas dando a impressão de que estão em atividade, enquanto na prática estão aproveitando o tempo de folga.
O impacto das férias silenciosas tem gerado polêmica entre grandes empresas, que, por um lado, precisam lidar com a queda de produtividade, e, por outro, veem a importância de repensar o formato de trabalho. Algumas empresas estão até cogitando o fim do trabalho remoto como medida para combater esse comportamento.
Além disso, o assunto toca questões mais amplas sobre a qualificação no mercado de trabalho e a crescente dependência de tecnologias para substituir funções humanas, o que pode resultar em aumento do desemprego. Outra questão mencionada foi o termo catfishing, que se refere ao uso de identidades falsas no currículo, algo que tem se tornado mais comum com o uso de inteligência artificial.
A reflexão trouxe à tona o dilema da responsabilidade no trabalho. Vinnie destacou que muitos jovens, insatisfeitos com as condições laborais, estão escolhendo se ausentar do trabalho com desculpas como doença ou problemas pessoais, enquanto, na prática, eles podem não estar cumprindo com suas responsabilidades. Esse comportamento tem sido alvo de ações na justiça do trabalho, o que aumenta as preocupações entre os empregadores.