Michelle Bolsonaro representará ex-presidente em posse de Trump nos EUA
Desde fevereiro de 2024 Jair Bolsonaro tem seu passaporte retido por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF)

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro representará o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na cerimônia de posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, marcada para a próxima segunda-feira (20). A confirmação foi feita por Bolsonaro em entrevista à revista Oeste nesta quinta-feira (16).
“Tenho conversado com algumas pessoas próximas ao presidente Trump. A Michelle vai ter um tratamento bastante especial lá pela consideração que o Trump tem comigo. Uma amizade construída ao longo de dois anos”, declarou o ex-presidente.
Bolsonaro, no entanto, enfrenta restrições judiciais que o impedem de deixar o Brasil. Desde fevereiro de 2024, seu passaporte está retido por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta sexta-feira (17), o ministro Alexandre de Moraes negou, pela terceira vez, o pedido da defesa do ex-presidente para devolução do documento.
Justiça rejeita novo pedido
A defesa do ex-presidente havia solicitado que o caso fosse levado ao plenário do STF, mas a solicitação também foi recusada por Moraes. Em sua decisão, o ministro mencionou a possibilidade de fuga de Bolsonaro, que já declarou à imprensa cogitar pedir asilo político para evitar um eventual processo penal no Brasil.
Os advogados de Bolsonaro contestaram a posição de Moraes, argumentando que o ex-presidente sempre respeitou as investigações e as decisões da Corte, mesmo quando não enfrentava medidas restritivas. Eles destacaram, como exemplo, a viagem de Bolsonaro para a posse de Javier Milei, na Argentina, em dezembro de 2023.
De acordo com Bolsonaro, ele foi convidado por e-mail pelo comitê organizador da posse de Trump. Na entrevista concedida na quinta-feira, o ex-presidente reafirmou que gostaria de participar do evento ao lado da esposa. Entretanto, com o impasse judicial, apenas Michelle Bolsonaro estará presente, representando o casal.
Essa é a primeira vez que um ex-presidente brasileiro enfrenta restrições desse tipo impostas pelo STF, enquanto ainda é alvo de investigação. Bolsonaro é investigado no inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.