Saiba mais sobre a diverticulite, doença que fez o Papa passar por cirurgia
A enfermidade que ocasionou a cirurgia do Papa foi um dos termos mais buscados na internet nas últimas horas
A notícia da internação e cirurgia do Papa Francisco pegou todos de surpresa neste final de semana. Apesar de programado, o procedimento só foi divulgado neste domingo (4). Felizmente, segundo comunicado do Vaticano, a cirurgia foi um sucesso e o religioso já se recupera no quarto, mas inda sem previsão de alta.
A enfermidade que ocasionou a cirurgia do Papa foi um dos termos mais buscados na internet nas últimas horas. O termo em questão é a diverticulite. Mas afinal, do que se trata?
De acordo com os especialista, nos casos leves, a pessoa sofre com dores no abdômen e pode apresentar inchaço na barriga. No entanto, nos casos graves, pode acontecer uma complicação que é a perfuração do intestino e vazar fezes para dentro da cavidade abdominal, gerando infecções perigosas. Apesar dos sintomas semelhantes, a diverticulite não está relacionada com o câncer de intestino.
Principais sinais
A suspeita de um quadro de diverticulite ocorre quando o paciente apresenta febre, mal estar geral, dor permanente no abdômen e parada do funcionamento intestinal. Veja abaixo os sinais em casos leves e graves:
Os sintomas da versão leve da doença são: dor, principalmente no lado inferior esquerdo do abdômen e estufamento da barriga. Já a versão mais grave pode causar no paciente: dor intensa, febre, náuseas, vômito e sangue nas fezes e dificuldade para evacuar ou eliminar gases.
Diagnóstico
Alguns exames de sangue, de imagem (como ultrassom e raio-x) e ressonância magnética podem identificar a diverticulite. A colonoscopia também é um caminho, porém, não é considerada o exame ideal para o diagnóstico. A tomografia computadorizada é a mais indicada porque permite uma visualização melhor de eventuais lesões causadas pelo problem.
Como é tratada
O tratamento da diverticulite é baseado na utilização de antibióticos por via oral nos casos mais simples e por via venosa nos casos mais complicados, necessitando internação hospitalar.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Coloproctologia, a grande maioria dos casos de diverticulite responde ao tratamento clínico em torno de sete a dez dias.
O médico só recorre à cirurgia em casos mais graves que não melhoram com o tratamento e evoluem para infecção grave no abdômen.
Como prevenir
A doença pode estar vinculada à uma dieta pobre em fibras, então, mudar aumentar a ingestão de frutas, legumes, verduras e grãos (como mamão, laranja, damasco, alface, rúcula entre outros) e beber bastante água (2 litros por dia, pelo menos) pode ajudar a diminuir os riscos. Exercícios físicos também são recomendados.
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