Gravadora de Adele apresenta recurso contra decisão que proíbe execução de "Million Years Ago"
Segundo a gravadora, ambas as músicas utilizam uma progressão de acordes tradicional

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A Universal Music, gravadora de Adele, apresentou um recurso nesta segunda-feira (16) contra a decisão judicial que proíbe a reprodução de sua música "Million Years Ago". A canção está sendo acusada de ter plagiado "Mulheres", composição de Toninho Geraes, que foi imortalizada na voz de Martinho da Vila.
Em sua defesa, a gravadora argumenta que, embora haja semelhanças entre as duas canções, isso não configura violação de direitos autorais. Segundo a gravadora, ambas as músicas utilizam uma progressão de acordes tradicional, conhecida como Círculo de Quintas, que é um recurso comum na música popular e não caracteriza plágio.
O advogado da Universal Music afirmou que a concessão da liminar que proíbe a execução de "Million Years Ago" é excessiva e traria prejuízos substanciais à indústria fonográfica, além de afetar a carreira da cantora britânica.
A liminar foi concedida pelo juiz Victor Agustin Cunha, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que concluiu que a melodia de "Million Years Ago" apresenta grandes semelhanças com "Mulheres". O magistrado declarou que havia "forte indício" de que as canções são "quase integralmente consonantes" no aspecto melódico, o que justifica a suspensão de sua comercialização e execução até a resolução do caso.
Com a decisão, a música de Adele está impedida de ser tocada ou vendida no Brasil e no exterior, sem a autorização do autor de "Mulheres", Toninho Geraes. O juiz ainda estabeleceu uma multa de R$ 50 mil caso a ordem judicial não seja cumprida.
O caso segue sendo acompanhado de perto por especialistas em direitos autorais e pela indústria da música, gerando debates sobre o limite entre influência e plágio no universo da composição.