Com Hugo Motta fora da presidência, interino da Câmara analisa pressões sobre anistia
Presidente interino Altineu Côrte (PL) cumpriu agenda na Paraíba e conversou com a coluna sobre a proposta de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

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A discussão sobre anistia aos envolvidos nos atos golpistas, que tem ajuda a alimentar a polarização política, segue com grande intensidade na Câmara dos Deputados. Nem mesmo o afastamento do presidente Hugo Motta (Republicanos), que está cumprindo agenda no Japão na comitiva do presidente da República, Lula (PT), tem sido suficiente para segurar o debate em Brasília. Pelo contrário, o afastamento de Hugo colocou um filiado do PL, o vice-presidente Altineu Côrtes, de forma interina no comando da Casa.
Em entrevista à coluna, durante agenda na Paraíba, o presidente interino declarou que, apesar de estar com o poder na mão, sua posição respeita o processo institucional, e revelou que qualquer decisão sobre a anistia será tomada em conjunto com o presidente efetivo da Câmara, Hugo Motta.
"Existe um respeito institucional, uma lealdade. Eu sou o presidente em exercício da Câmara, mas jamais poderia pautar uma matéria dessa sem ter o entendimento, o consentimento e formar uma maioria para isso. O presidente Hugo Motta está voltando neste fim de semana e essa matéria vai ter o prosseguimento normal na Câmara", afirmou Altineu Côrtes.
Mesmo respeitando a ausência de Hugo, o presidente interino endossa a pressão pela votação da anistia. "O projeto da anistia será discutido, debatido, como qualquer outra matéria que tenha apoio da maioria. Se a maioria for formada, com certeza, o presidente Hugo Motta dará prosseguimento a esse projeto", complementou.
Por outro lado...
Apesar do otimismo do vice-presidente, a imprensa nacional tem revelado que pautar esse debate neste momento está completamente fora dos planos do paraibano. De acordo com o G1, Motta sinalizou a pessoas próximas que não vai pautar o projeto por entender que ceder à pressão enfraquece o mandato e traz prejuízos ao Congresso junto ao Supremo Tribunal Federal.